sábado, 19 de abril de 2008

amor de muito


lembra disso, amor?
uma das nossas primeiras fotos juntos...
você sem barba, eu com essa cara bizarra... e fumando escondido!
quanta coisa de lá pra cá...
e quanta, QUANTA coisa ainda pela frente...
quero-te do meu lado, sempre...
meu amigo, meu irmão, meu amante, meu marido!

eu caso com você.

domingo, 30 de março de 2008

nunca vou deixar de te amar...


...assis! minha terrinha... meu lugar nesse mundo!
saudade é um negócio foda.

[e pau no cu da usp, caralho porra!]



segunda-feira, 24 de março de 2008

dançando o furacão: pelas as peles de uma nação


Outro endereço desse mesmo lugar

Acende a lembrança o agora já foi

De esquina pra esquina conhecendo o chão

Tudo isso andado pra quem já começou

E de lá, sempre daqui pra o depois

[hoje, amanhã e depois - álbum: futura]


"A Nação Zumbi é uma banda intrigante: sempre muito fácil de se ouvir e de se gostar – e cada vez mais difícil de definir". Assim começa o release sobre e própria banda em seu site, e não poderia ser mais direto, e estar mais correto. Essas sim são as peles que representam essa nação, esse tal de Brasil, cheio de cores, cheiros, sons, batuques e principalmente cheiro de histórias. Não existe outra palavra a não ser emocionante pra música desses pernambucanos. Sim, eu posso falar, os vi ao vivo, até ganhei a baqueta de maracatu. E, sim, foi um Tesão. Chico, o grande mestre, foi cedo, mas com certeza deve estar muito satisfeito lá de cima, vendo esse legado de som e magia.

E ele sabe: quando a maré encher, a gente põe uma saia rodada e deixa o som tomar conta do corpo. E o velho Chico lá de cima, batucando também, com Raulzito e tantos outros, nessa maravilhosa ciência que é a música brasileira.


Salve Chico, Salve duPeixe, Salve Fred, Salve Otto, Salve o maracatu!


domingo, 23 de março de 2008

as avessas novamente

Em cada buraco que eu entrava
Eu cavava e não cabia
Toda porta em que eu batia
Tava fechada, ninguém abria

Em cada esquina que eu parava
Eu falava, ninguém ouvia
Toda sarjeta em que eu caía
Eu rolava e não dormia

Vou sair
Não vou mentir
Eu não sou um bom lugar
Aqui eu já não fico mais

Vou mudar
Não vou parar
Não quero mais ficar assim
Eu vou começar por mim

Em cada espelho que eu olhava
Eu procurava e não me via
Toda gaveta em que eu mexia
Não tinha nada, tava vazia

Em cada rua que eu passava
Eu perguntava pra onde eu ia
Toda placa que eu seguia
Tava errada e eu me perdia
{los titanes}

[sim, o problema é comigo.]

sexta-feira, 21 de março de 2008

às avessas

um bacalhau em cima da pia.
e algumas duas horas de atraso.
o suficiente pra eu me perguntar:
pq as coisas estão do avesso?
tudo ao contrário; omundo girando de leste pra oeste.
e tentar nem é o caso, as melhores intenções estão no inferno.


[isso foi um post interno.]
[dedicado a todos nós, curupiras* por natureza]



*aos navegantes sem infância: lembram que o curupira tem os pés virados pra trás?

sexta-feira, 7 de março de 2008

desacelere

O quê? Que horas são!? Putaquepariu, perdi a aula. Você ouviu meu despertador? Putz, perdi o busão! O próximo só as 4:30. caralho.
Até que horas tem que entregar a chave? Merda, vou ter que chamar o mototaxi.
Onde você ta? Já ta passando aqui? E agora, que roupa eu ponho!?
Peraí, peraí, segura o elevador que eu esqueci meu celular!
...

Chega. Quero um mundo de pés descalços, quero tomar café sem correr, quero parar nem que seja por um segundo – ou mesmo o tempo de um cigarro. Não que eu queira um mundo de férias, a vida na beira na praia ou no rancho fundo bem pra lá do fim do mundo. Quero só as coisas no seu tempo, no MEU tempo, Se o tempo é invensão da morte, que ela venha, mas que não se apresse, que venha de charrete apreciando a paisagem e não de metrô. Tá calor, espera, vamo ali tomar um suco, conversar, não precisa correr. Essa urgência maldita em acelerar as coisas! O negócio é apreciar a música em cada nota, pq ela não vai tocar de novo. É não esquentar com a louça suja pq uma hora a gente vai ter que lavar, e isso não vai mudar nada em todo resto. É deixar o som da correria na cidade entrar pela varanda, enquanto você lê aquele texto, toma seu café, ou dá uma pausa na faxina da casa. E se o repertório não ta pronto, a gente toca as que a gente sabe mesmo.

O negócio é por uma tecla slowmotion nessa pica dessa vida.
Pq devagar deve doer menos...


terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

tudo aquilo que errei [ou assis songs p.1]


Esquece não pensa mais
Lenço azul a apertar
Em branco o seu pensar
Toda uma vida embaça o seu olhar
E andando vê passando
Tudo aquilo que errou
Hoje é dia 26
Quem sabe vive outra vez
Ela se foi sem eu ver
Um beijo a flutuar
Cabelos rosas gente a se abraçar
Tudo alegre indo e vindo
Tudo em volta a brilhar
Esquece não pensa mais
Um grito ele amou
Lençóis e colchas vão se encontrar
Não é mais dia 26
Tudo começa outra vez
Um, dois, três, 26
Tudo isso já ficou
A paz é forte e ele vai viver
[os mutantes - dia 36]

[vontade de chorar]