terça-feira, 14 de outubro de 2008

branco blog


eu tenho essa estranha sensação: eu fico horas pensando em textos e textos, quilômetros de textos, catarses pra colocar nesse nicho-tecnológico.blogspot.com. e toda vez que sobra um tempo e o wireless do vizinho funciona, eu me encontro nesse branco maldito em frente à esse teclado.

falemos do óbvio, pra atualizar: minha vida continua uma merda, a faculdade, o povo na casa da minha mãe, esses professores e coleguinhas ridículos presos nas suas ridicularidades, e essas pilhas de textos, as minhas dúvidas existenciais, continuo querendo e precisando emagrecer... a crise financeira (a mundial e a minha, esta última muito mais grave!)... é isso. acabou o post? as coisas se resumem a um update das últimas merdas que tem acontecido mundo afora?

é foda, eu quero é cuspir, colocar tudo pra fora.
pro bobos da psicologia, estou resistente. pra mim, estou em crise, simplesmente.
continuo me distraindo com as coisinhas mínimas cotidianas, de lembrar de pagar a cpfl aos poucos humores bobos que rolam por aí, as piadinhas infames de fim de aula... e delas vou me alimentando, regando o cáctus que há dentro de mim, nesses tempos de aridez existencial.

coisa de segunda-feira? talvez nem tanto, a não ser que a própria semana tenha se tornado uma segundona e eu não tenha me dado conta (é, não tenho me dado conta de muitas coisas ultimamente).

e aquilo tudo que eu queria falar? e esse grito maldito que não se cala, nao me deixa dormir e nem ler a pilha de textos da nise da silveira!?!?!?!?!?!?

acendo um cigarro e me calo. me deixo, fico cada vez menos na minha companhia.
e penso que, afinal, esse branco que dá não é o blog. sou eu.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

os setentistas estão chegando...

“Seguinte: O futuro já começou. Não se pode julgá-lo com as leis do passado. A nova cultura é o começo da nova civilização. E a nova sensibilidade é o começo da nova cultura… Você curtiu essa? Há muito ainda que curtir”.
(O Pasquim, 1970)






quarta-feira, 6 de agosto de 2008

preguiçando-me

prigui. de ficar nos lençóis e colchas da minha vidinha besta (êta!). vontade do quarto azul, do cheirinho (nem sempre!) bom, vontade dos carinhos e calores... êta pregui de ir ali, de entrar em papos desnecessários com gente desnecessária. preguiça das pessoas que não merecem o esforço! e vontade daquelas que merecem SIM, mas ficam ali, ninhadinhos, compartilhando a calma de dias bons... eu gosto dessas pessoas que se aninham nagente, se achegam e fazem um bem! mas eu me preguiço dessas outras, dessas sociais, desse miguelópolis. prefiro meu sussego, meu ed, meu conchego. aquela preguiça boa do café quentinho de tarde, da comida boa, da música... vou me preguiçando assim, simples, leve. meu cigarro, minhas colchas e meu nêgo, nesses dias preguiçosos...







campanha por um mundo em slow motion.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

pra deixar o coração bater sem medo...!

nuvem cigana, marina machado.

Se você quiser eu danço com você
No pó da estrada
Pó, poeira, ventania
Se você soltar o pé na estrada
Pó, poeira
Eu danço com você o que você dançar

Se você deixar o sol bater
Nos seus cabelos verdes
Sol, sereno, ouro e prata
Sai e vem comigo
Sol, semente, madrugada
Eu vivo em qualquer parte de seu coração

Se você deixar o coração bater sem medo

Se você quiser eu danço com você
Meu nome é nuvem
Pó, poeira, movimento
O meu nome é nuvem
Ventania, flor de vento
Eu danço com você o que você dançar

quarta-feira, 16 de julho de 2008

pode cre, tamo aqui pra se fuder.

Eu não vou parar de xingar pra poder competir com esses caras que não são dez por cento do que eu faço. ~ udr.


udr é uma bosta, mas consegue me divertir. (por 30 segundos).
mas a questão nem é a música, é a frase.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

saudade dela...




Outras Frequências

Engenheiros do Hawaii

seria mais fácil fazer como todo mundo faz
o caminho mais curto, produto que rende mais
seria mais fácil fazer como todo mundo faz
um tiro certeiro, modelo que vende mais

mas nós dançamos no silêncio
choramos no carnaval
não vemos graça nas gracinhas da tv
morremos de rir no horário eleitoral

seria mais fácil fazer como todo mundo faz
sem sair do sofá, deixar a ferrari pra trás
seria mais fácil, como todo mundo faz
o milésimo gol sentado na mesa de um bar

mas nós vibramos em outra freqüência
sabemos que não é bem assim
se fosse fácil achar o caminho das pedras
tantas pedras no caminho não seria ruim

segunda-feira, 16 de junho de 2008

natural born to eachother

assim simples: calibre 12, estradas, e um amor.
[e essa minha vontade de cair nesse mundo...]
sequestre-me por favor

domingo, 1 de junho de 2008

refúgio

ela fugindo de algum outro bicho, e eu fugindo do mundo.


nada boba essa joaninha... (né, nêgo?)



[bubysloveso]

domingo, 11 de maio de 2008

quinta-feira, 8 de maio de 2008

nissin freud

Tudo sempre começa em tardes de chuva. Minhas caminhadas entre as árvores da usp ribeirão, ou por entre a confusão do centro têm me mostrado muita coisa, muito mais que qualquer terapia caríssima e estranha. Me lembra aquilo que já cantava minha amiga Elis, “eu quero uma casa no campo”. Aquele formigueiro de gente com seus guarda-chuvas abertos, aquele poço de hipocrisia e charlatanismo, aquela angústia com a qual eu tenho de (con)viver sob as condições mais entristecedoras. Eu lembro quando eu sonhava que ia fazer o que queria, o que gostava. Aliás, eu lembro quando eu ainda sentia o gosto verdadeiro das coisas. Agora eu vejo o miojo sem tempero que se tornou essa vida ribeirão-pretana-universitaria-uspiana-do-caralho.

Que seja.

Resolvi tirar férias. Adeus festinha ridícula, adeus futilidade universitária, adeus fases orais, anais e complexos de édipos! A psicologia encheu meu saco não só pela faculdade ser uma bosta, pq eu descobri que o negócio não dá certo mesmo. DEFINITIVAMENTE, não é a minha praia, e eu nem acredito mais na baboseira dos clínicos de divã e outros charlatões. Não me importo mais com a sua infância, sua relação com sua mãe ou se você pressionou a barra 2. O que me importa é que eu me declarei de férias da absorção de conhecimento inútil e que não me diz nada. Não tenho lido texto nenhum – aliás, desde o ano passado não li praticamente nada, não faço trabalhinhos ridículos, não faço dever de casa pq isso eu fazia quando estava na 8ª serie, não me dou ao trabalho de concordar ou discordar. Minha apatia/afasia/anedonia ou seja lá o que for tomou conta da vida acadêmica, então estou me despedindo dela com um “salve, até nunca mais”. O que eu faço então? Vou na aula. Faço alguns relatórios e/ou outras coisas impressindíveis pra que eu não pegue mais dp’s. Pq de resto, foda-se. Ainda não estou largando a facul definitivamente, mesmo pq agora não tem jeito, mas até o fim do ano... eu ponho tempero nesse miojo. E com pimenta.

clan.destinos

Desse jeito vão saber de nós dois
Dessa nossa vida
E será uma maldade veloz
Malignas línguas
Nossos corpos não conseguem ter paz
Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais
Que não se consolam, clamam fugazes
Olhos que se entregam
Ilegais

sábado, 19 de abril de 2008

amor de muito


lembra disso, amor?
uma das nossas primeiras fotos juntos...
você sem barba, eu com essa cara bizarra... e fumando escondido!
quanta coisa de lá pra cá...
e quanta, QUANTA coisa ainda pela frente...
quero-te do meu lado, sempre...
meu amigo, meu irmão, meu amante, meu marido!

eu caso com você.

domingo, 30 de março de 2008

nunca vou deixar de te amar...


...assis! minha terrinha... meu lugar nesse mundo!
saudade é um negócio foda.

[e pau no cu da usp, caralho porra!]



segunda-feira, 24 de março de 2008

dançando o furacão: pelas as peles de uma nação


Outro endereço desse mesmo lugar

Acende a lembrança o agora já foi

De esquina pra esquina conhecendo o chão

Tudo isso andado pra quem já começou

E de lá, sempre daqui pra o depois

[hoje, amanhã e depois - álbum: futura]


"A Nação Zumbi é uma banda intrigante: sempre muito fácil de se ouvir e de se gostar – e cada vez mais difícil de definir". Assim começa o release sobre e própria banda em seu site, e não poderia ser mais direto, e estar mais correto. Essas sim são as peles que representam essa nação, esse tal de Brasil, cheio de cores, cheiros, sons, batuques e principalmente cheiro de histórias. Não existe outra palavra a não ser emocionante pra música desses pernambucanos. Sim, eu posso falar, os vi ao vivo, até ganhei a baqueta de maracatu. E, sim, foi um Tesão. Chico, o grande mestre, foi cedo, mas com certeza deve estar muito satisfeito lá de cima, vendo esse legado de som e magia.

E ele sabe: quando a maré encher, a gente põe uma saia rodada e deixa o som tomar conta do corpo. E o velho Chico lá de cima, batucando também, com Raulzito e tantos outros, nessa maravilhosa ciência que é a música brasileira.


Salve Chico, Salve duPeixe, Salve Fred, Salve Otto, Salve o maracatu!


domingo, 23 de março de 2008

as avessas novamente

Em cada buraco que eu entrava
Eu cavava e não cabia
Toda porta em que eu batia
Tava fechada, ninguém abria

Em cada esquina que eu parava
Eu falava, ninguém ouvia
Toda sarjeta em que eu caía
Eu rolava e não dormia

Vou sair
Não vou mentir
Eu não sou um bom lugar
Aqui eu já não fico mais

Vou mudar
Não vou parar
Não quero mais ficar assim
Eu vou começar por mim

Em cada espelho que eu olhava
Eu procurava e não me via
Toda gaveta em que eu mexia
Não tinha nada, tava vazia

Em cada rua que eu passava
Eu perguntava pra onde eu ia
Toda placa que eu seguia
Tava errada e eu me perdia
{los titanes}

[sim, o problema é comigo.]

sexta-feira, 21 de março de 2008

às avessas

um bacalhau em cima da pia.
e algumas duas horas de atraso.
o suficiente pra eu me perguntar:
pq as coisas estão do avesso?
tudo ao contrário; omundo girando de leste pra oeste.
e tentar nem é o caso, as melhores intenções estão no inferno.


[isso foi um post interno.]
[dedicado a todos nós, curupiras* por natureza]



*aos navegantes sem infância: lembram que o curupira tem os pés virados pra trás?

sexta-feira, 7 de março de 2008

desacelere

O quê? Que horas são!? Putaquepariu, perdi a aula. Você ouviu meu despertador? Putz, perdi o busão! O próximo só as 4:30. caralho.
Até que horas tem que entregar a chave? Merda, vou ter que chamar o mototaxi.
Onde você ta? Já ta passando aqui? E agora, que roupa eu ponho!?
Peraí, peraí, segura o elevador que eu esqueci meu celular!
...

Chega. Quero um mundo de pés descalços, quero tomar café sem correr, quero parar nem que seja por um segundo – ou mesmo o tempo de um cigarro. Não que eu queira um mundo de férias, a vida na beira na praia ou no rancho fundo bem pra lá do fim do mundo. Quero só as coisas no seu tempo, no MEU tempo, Se o tempo é invensão da morte, que ela venha, mas que não se apresse, que venha de charrete apreciando a paisagem e não de metrô. Tá calor, espera, vamo ali tomar um suco, conversar, não precisa correr. Essa urgência maldita em acelerar as coisas! O negócio é apreciar a música em cada nota, pq ela não vai tocar de novo. É não esquentar com a louça suja pq uma hora a gente vai ter que lavar, e isso não vai mudar nada em todo resto. É deixar o som da correria na cidade entrar pela varanda, enquanto você lê aquele texto, toma seu café, ou dá uma pausa na faxina da casa. E se o repertório não ta pronto, a gente toca as que a gente sabe mesmo.

O negócio é por uma tecla slowmotion nessa pica dessa vida.
Pq devagar deve doer menos...


terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

tudo aquilo que errei [ou assis songs p.1]


Esquece não pensa mais
Lenço azul a apertar
Em branco o seu pensar
Toda uma vida embaça o seu olhar
E andando vê passando
Tudo aquilo que errou
Hoje é dia 26
Quem sabe vive outra vez
Ela se foi sem eu ver
Um beijo a flutuar
Cabelos rosas gente a se abraçar
Tudo alegre indo e vindo
Tudo em volta a brilhar
Esquece não pensa mais
Um grito ele amou
Lençóis e colchas vão se encontrar
Não é mais dia 26
Tudo começa outra vez
Um, dois, três, 26
Tudo isso já ficou
A paz é forte e ele vai viver
[os mutantes - dia 36]

[vontade de chorar]

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

do que restou


deixei meus restos lá. meus sonhos, meu coração, minha sanidade. ficou tudo lá, há tantos quilômetros... minha esperança me disse adeus quando me despedi deste céu. do que restou? a saudade.

[foto: por-do-sol na Terra do Nunca visto da av. dom antonio.]
[clique para ver maior]

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

eu fica assim:


o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar aqui
com um olho aberto, outro acordado
no lado de lá onde eu caí
pro lado de cá não tem acesso
mesmo que me chamem pelo nome
mesmo que admitam meu regresso
toda vez que eu vou a porta some
a janela some na parede
a palavra de água se dissolve
na palavra sede, a boca cede
antes de falar, e não se ouve
já tentei dormir a noite inteira
quatro, cinco, seis da madrugada
vou ficar ali nessa cadeira
uma orelha alerta, outra ligada
o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar agora
fui pelo abandono abandonado
aqui dentro do lado de fora