O quê? Que horas são!? Putaquepariu, perdi a aula. Você ouviu meu despertador? Putz, perdi o busão! O próximo só as 4:30. caralho.
Até que horas tem que entregar a chave? Merda, vou ter que chamar o mototaxi.
Onde você ta? Já ta passando aqui? E agora, que roupa eu ponho!?
Peraí, peraí, segura o elevador que eu esqueci meu celular!
...
Chega. Quero um mundo de pés descalços, quero tomar café sem correr, quero parar nem que seja por um segundo – ou mesmo o tempo de um cigarro. Não que eu queira um mundo de férias, a vida na beira na praia ou no rancho fundo bem pra lá do fim do mundo. Quero só as coisas no seu tempo, no MEU tempo, Se o tempo é invensão da morte, que ela venha, mas que não se apresse, que venha de charrete apreciando a paisagem e não de metrô. Tá calor, espera, vamo ali tomar um suco, conversar, não precisa correr. Essa urgência maldita em acelerar as coisas! O negócio é apreciar a música em cada nota, pq ela não vai tocar de novo. É não esquentar com a louça suja pq uma hora a gente vai ter que lavar, e isso não vai mudar nada em todo resto. É deixar o som da correria na cidade entrar pela varanda, enquanto você lê aquele texto, toma seu café, ou dá uma pausa na faxina da casa. E se o repertório não ta pronto, a gente toca as que a gente sabe mesmo.
Até que horas tem que entregar a chave? Merda, vou ter que chamar o mototaxi.
Onde você ta? Já ta passando aqui? E agora, que roupa eu ponho!?
Peraí, peraí, segura o elevador que eu esqueci meu celular!
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Chega. Quero um mundo de pés descalços, quero tomar café sem correr, quero parar nem que seja por um segundo – ou mesmo o tempo de um cigarro. Não que eu queira um mundo de férias, a vida na beira na praia ou no rancho fundo bem pra lá do fim do mundo. Quero só as coisas no seu tempo, no MEU tempo, Se o tempo é invensão da morte, que ela venha, mas que não se apresse, que venha de charrete apreciando a paisagem e não de metrô. Tá calor, espera, vamo ali tomar um suco, conversar, não precisa correr. Essa urgência maldita em acelerar as coisas! O negócio é apreciar a música em cada nota, pq ela não vai tocar de novo. É não esquentar com a louça suja pq uma hora a gente vai ter que lavar, e isso não vai mudar nada em todo resto. É deixar o som da correria na cidade entrar pela varanda, enquanto você lê aquele texto, toma seu café, ou dá uma pausa na faxina da casa. E se o repertório não ta pronto, a gente toca as que a gente sabe mesmo.
O negócio é por uma tecla slowmotion nessa pica dessa vida.
Pq devagar deve doer menos...

5 comentários:
Beim, a gente precisa inventar essa tecla né
sair vendendo por aí
principalmente pros nossos pais
=)
ficou muito bom ^^
bjooo
Eu também quero desacelerar.
Ou melhor, eu quero PARAR. Manter tudo estático, desfrutar cada contexto na inexistência da pressa.
=p
maaa
ñ me angustia
><
eu AMO o q vc escreve
e amaria ainda mais se vc deixasse o ônibus se perder e a chave mofar na imobiliária e fosse tomar aquele café na minha casa
vai?
right right doce querida má
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